OS DOIS PILARES

Tudo o que existe tem um princípio e uma razão para existir.

Uma casa precisa de fundamento. Uma sociedade precisa de uma ordem. E o mundo, criado por DEUS, também não poderia ter sido formado sem um propósito e sem princípios capazes de sustentar a vida humana.

Por isso, quando procuramos compreender a razão da existência deste mundo, não devemos começar pelas tradições religiosas, pelas mudanças da sociedade ou pelas interpretações produzidas ao longo da história. Precisamos voltar ao princípio e observar o que DEUS fez.

A Bíblia nos apresenta um DEUS que não muda e em quem não há sombra de variação. Portanto, aquilo que Ele estabeleceu como bom no começo não perde seu valor porque o mundo mudou, porque as culturas se transformaram ou porque o homem passou a preferir outros caminhos.

Na criação, antes da existência das nações, das religiões organizadas e das leis humanas, DEUS estabeleceu duas instituições fundamentais.

A primeira foi o Sábado.

DEUS concluiu Sua obra, descansou no sétimo dia, abençoou-o e o santificou. Não porque estivesse cansado, mas porque quis deixar ao homem, criado à Sua imagem e semelhança, um exemplo. O Sábado ofereceu à criatura a oportunidade de reconhecer o Criador, imitar o Seu procedimento e tornar visível sua relação com Ele.

A segunda foi o casamento.

DEUS formou o homem e a mulher e estabeleceu a união pela qual ambos se tornariam uma só carne. O casamento não foi imposto como obrigação a todos, mas organizado como estatuto para aqueles que livremente escolhessem essa forma de vida. Por ele surgiriam pai, mãe, filhos, família, responsabilidade, fidelidade e a primeira estrutura das relações humanas.

O Sábado sustenta a relação do homem com DEUS.

O casamento sustenta a relação do homem com o próximo.

O Dilúvio e a preservação do princípio

Esses são os dois pilares apresentados desde o princípio.

Mas o Dilúvio estabelece uma linha divisória na história da humanidade. A corrupção havia se tornado tão profunda que o que poderia ter sido o fim da humanidade na Terra tornou-se, pela conduta de um homem e pela ação de DEUS, um recomeço.

Esse homem foi Noé.

Antes de receber qualquer ordem para construir a arca, Noé já havia recebido de DEUS o testemunho de que era justo, íntegro entre os seus contemporâneos e que andava com DEUS.

Essa expressão já havia sido usada para Enoque, seu bisavô. Enoque andou com DEUS e recebeu um testemunho singular por sua conduta. Noé seguiu o mesmo caminho.

Andar com DEUS não pode ser entendido como uma expressão religiosa abstrata. No contexto de Gênesis, o homem havia sido criado à imagem e semelhança de DEUS, e o próprio Criador havia deixado Seu comportamento como referência: trabalhou durante seis dias e descansou no sétimo, abençoando-o e santificando-o.

Noé também vivia segundo o estatuto do casamento estabelecido por DEUS no Éden. É apresentado como marido de uma só mulher, assim como seus filhos.

Portanto, quando DEUS o encontrou aos quinhentos anos, Noé não começou naquele momento a viver de acordo com a vontade divina. Era assim que havia conduzido sua vida.

Foi esse homem que DEUS escolheu para preservar a humanidade.

Com as orientações de DEUS, Noé, sua mulher, seus filhos e as mulheres de seus filhos entraram na arca e atravessaram o Dilúvio. Assim, aquilo que DEUS havia estabelecido no princípio não desapareceu com o mundo antigo. Foi preservado no homem que atravessou o juízo.

Pela cronologia apresentada em Gênesis, Abrão ainda viveu durante parte da vida de Noé e depois continuou convivendo por muitos anos com Sem, filho de Noé. Portanto, o testemunho da criação, de Enoque, do Dilúvio e da preservação realizada por DEUS não pertencia a um passado perdido. Podia ser conhecido e transmitido entre as gerações.

Quando DEUS chamou Abrão, ele não precisava descobrir naquele momento quem era Aquele que o chamava. Já existia um testemunho anterior sobre o caráter, a justiça e a fidelidade de DEUS.

Abrão recebeu posteriormente de DEUS o nome Abraão. Abraão foi pai de Isaque; Isaque foi pai de Jacó; e a Jacó DEUS deu o nome Israel.

Em Israel, DEUS deu a Lei. E nela encontramos formalizados os mesmos fundamentos que já podiam ser percebidos desde a criação e na vida dos homens que andaram com DEUS.

A Lei e o destaque dado por DEUS aos Dez Mandamentos

A Lei foi dada por DEUS no Monte Sinai por intermédio de Moisés e continha mandamentos, estatutos e juízos. Entretanto, há um destaque que não pode ser ignorado: os Dez Mandamentos foram pronunciados por DEUS e escritos pelo próprio DEUS em tábuas de pedra.

Moisés permaneceu no monte com DEUS durante quarenta dias e quarenta noites. Esse período foi suficiente para que o povo se desviasse e construísse um bezerro de ouro para adorá-lo.

Quando Moisés desceu do monte trazendo as tábuas escritas por DEUS e viu a idolatria do povo, sua ira se acendeu e ele as quebrou ao pé do monte.

Mas aquilo que Moisés quebrou não perdeu seu valor diante de DEUS.

DEUS ordenou que Moisés lavrasse outras duas tábuas de pedra e declarou que escreveria nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras.

Esse comportamento de DEUS é extremamente significativo.

As primeiras tábuas foram quebradas, mas os Mandamentos não foram modificados. DEUS não apresentou uma nova versão, não adaptou Seu conteúdo à fraqueza do povo e não entregou a Moisés a responsabilidade de decidir o que deveria permanecer. Ele escreveu novamente os mesmos Dez Mandamentos.

Os estatutos e juízos regulavam Israel em sua vida religiosa, civil e nacional, enquanto povo separado entre as demais nações e submetido ao governo de DEUS. Ao longo de sua história, Israel afastou-se repetidamente desse propósito, sofreu juízo, perdeu sua estabilidade nacional e foi disperso.

Os Dez Mandamentos, entretanto, não dependiam da permanência daquela organização nacional para conservar seu propósito. Eles expressavam deveres fundamentais do homem diante de DEUS e do próximo.

Por isso está escrito:

“Teme a DEUS e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.”

Os quatro primeiros mandamentos preservam a posição de DEUS na vida humana, e o Sábado torna essa relação concreta e visível.

Os seis mandamentos seguintes começam com pai e mãe e protegem a vida, a fidelidade conjugal, a propriedade, a verdade e o domínio sobre a cobiça — elementos indispensáveis à convivência entre as pessoas.

Assim, aquilo que havia sido apresentado no princípio volta a aparecer de forma explícita na Lei: a relação do homem com DEUS e a relação do homem com o próximo.

E no centro dessas duas relações permanecem os dois pilares estabelecidos desde a criação: o Sábado e o casamento.

Os quatro primeiros mandamentos preservam a posição de DEUS na vida humana, e o Sábado torna essa relação concreta e visível. Os seis mandamentos seguintes começam com pai e mãe e protegem a vida, a fidelidade, a propriedade, a verdade e o domínio sobre a cobiça — elementos indispensáveis à convivência entre as pessoas.

O Dilúvio, portanto, não interrompe o princípio.

Ele demonstra que DEUS preservou, por meio de Noé, aquilo que havia estabelecido desde o começo.

O SENHOR JESUS CRISTO não anulou esses fundamentos. Ele declarou ser SENHOR do Sábado, ensinou que o Sábado foi feito por causa do homem e, ao falar do casamento, conduziu novamente seus ouvintes ao princípio:

“No princípio não foi assim.”

Por isso, compreender o princípio é indispensável. Ele revela o propósito de DEUS, a origem da responsabilidade humana e o verdadeiro sentido do livre-arbítrio.

Livre-arbítrio não é autoridade para redefinir o bem. É a capacidade de aceitar ou rejeitar aquilo que DEUS demonstrou e estabeleceu como bom.

No Sábado, o homem pode escolher seguir o exemplo de DEUS.

No casamento, pode escolher viver segundo o estatuto organizado por DEUS.

Em ambos, o homem tem a oportunidade de agir como imagem e semelhança de seu Criador.

O canal Os Dois Pilares existe para voltar às Escrituras, examinar o princípio e compreender como o Sábado e o casamento se relacionam com os mandamentos de DEUS, com os ensinamentos do SENHOR JESUS CRISTO e com a responsabilidade de cada pessoa diante da vida.

Não buscamos criar uma nova doutrina, nem apresentar uma verdade que pertença a homens. Buscamos compreender aquilo que DEUS estabeleceu desde o começo e verificar se nossa vida está de acordo com Ele.

Porque não basta conhecer a vontade de DEUS.

É necessário entendê-la, aceitá-la e praticá-la.

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de DEUS e a fé em JESUS.”

OS DOIS PILARES
Compreendendo o que DEUS estabeleceu desde o princípio.

Leia mais sobre isso

Rolar para cima